O goleiro Bruno, do Flamengo, negou ter agredido o torcedor do Fluminense Carlos Eduardo Rodrigues de Carvalho, de 21 anos, após a vitória do Fla por 5 a 0 sobre o Figueirense, no sábado. De acordo com o tricolor, a confusão teria acontecido em uma lanchonete na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, depois que ele teria pedido um autógrafo e o jogador se negado. Bruno, no entanto, disse que o torcedor o xingou e alguns flamenguistas que estavam no local o defenderam.
- Estava lanchando com alguns amigos e primos após o jogo, quando algumas pessoas com a camisa do Fluminense me viram e começaram a me xingar, a me comparar com o goleiro do time deles e a me provocar dizendo que estávamos assistindo à Libertadores pela televisão. Respondi para eles me deixarem em paz e alguns torcedores do Flamengo que estavam próximos vieram me defender. Quando percebi que a discussão estava passando para agressão, me retirei do local. Não ia me envolver numa confusão dessas ou agredir alguém e me rebaixar ao nível desses desocupados- conta através de sua assessoria de imprensa.
Bruno reclamou ainda da postura de alguns torcedores que não respeitam os jogadores em seus momentos de folga.
- Fui desrespeitado num momento de folga. Algumas pessoas têm que entender que somos jogadores de futebol enquanto estamos jogando. Quando não estamos trabalhando, somos cidadãos comuns, que têm o direito de passear, lanchar com os amigos e se divertir como outra pessoa qualquer. Sou radicalmente contra este tipo de comportamento, seja de que torcida for. Violência e agressão não levam a nada. Somos profissionais. A paixão deve se limitar às arquibancadas, com os torcedores incentivando suas equipes ou cobrando delas sem violência - diz.

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