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quinta-feira, 31 de julho de 2008

brasileirão/D'Alessandro sonolento e curioso no primeiro dia de Inter

Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM

D'Alessandro esteve solonento no Beira-Rio

Se o jogo contra o Santos tivesse durado mais uns 15 minutos, seriam grandes as chances de D'Alessandro pegar no sono nas suítes do Beira-Rio, onde ele viu seu novo clube perder por 1 a 0 na noite desta quarta-feira. O argentino deu o azar de conhecer o estádio justamente em uma das partidas mais chatas dos últimos tempos em Porto Alegre. A conseqüência foi inevitável: o gringo sentiu os olhos pesados e não conseguiu esconder alguns bocejos, mas resistiu até o fim, talvez incentivado pela presença da torcida, que fez com que ele batesse o pé no ritmo das músicas durante boa parte do tempo.

O GLOBOESPORTE.COM esteve na cola da maior contratação colorada da década. Desde a chegada ao aeroporto até os passos iniciais no gramado do Beira-Rio, acompanhamos o primeiro dia de 'el Cabezón' como jogador do Inter. A seguir, confira o relato de aproximadamente seis horas marcadas pelo cansaço, mas também pelo olhar curioso do novo ídolo dos vermelhos.

Jogador telefonou para família quando chegou

18h35m: na chegada, 400 motivos para pegar o telefone

Andrés Nicolás D'Alessandro pisou em solo gaúcho às 18h35m desta quarta-feira. Foram 30 minutos de pendências burocráticas no aeroporto até ele se dirigir ao portão onde cerca de 400 colorados o esperavam. O jogador chegou lá no ônibus do Salgado Filho. Desceu do veículo, fez sinal de positivo, acenou para a torcida e sentiu na pele o que sua contratação representa para o Inter. Saiu de lá no carro particular do dirigente Newtom Drummond, totalmente cercado pela torcida. No caminho para o hotel, pegou o telefone celular e telefonou para a mãe, o pai e a esposa. Queria compartilhar com eles a emoção que sentiu com a calorosa recepção dos colorados.

20h30m: as primeiras palavras

No hotel, antes de ir para o Beira-Rio, D'Alessandro falou pela primeira vez com a imprensa brasileira em Porto Alegre. Disse que ficou impressionado com a recepção da torcida e deu sinais de conhecer o tamanho do clube. Fez questão de lembrar que, há dois anos, o Inter foi campeão do mundo.

- Chego para um dos maiores clubes do futebol brasileiro - disse.

Argentino saboreia um pastel durante o jogo

21h: festa, autógrafos e pastel


Na chegada ao Beira-Rio, por volta das 21h, mais carinho. O jogador foi cercado pela torcida e teve que ser protegido por seguranças para conseguir chegar à suíte do ex-presidente Fernando Carvalho, local designado para o gringo assistir ao jogo contra o Santos. Quando finalmente chegou lá, ele teve contato com as pessoas que já estavam nas arquibancadas. Foi um bombardeio de camisetas para o meia autografar. Em uníssono, a torcida saudou a presença dele.

- Ah, é D'Alessandro, ah, é D'Alessandro - gritaram os colorados.

22h: pé no ritmo da Popular, sono e olho nos novos colegas


Antes de o jogo começar, o argentino teve tempo de comer um pastel de carne e tomar um refrigerante. Enquanto mastigava a comida, não disfarçava um olhar curioso pelo estádio. O jogador perguntou se o Beira-Rio sempre recebia tanta gente. E aí foi informado de que, na verdade, o público costuma ser bem superior ao registrado nesta quarta-feira.

D´Alessandro foi até o gramado do Beira-Rio

23h50m: primeiros passos no gramado


Pouco depois dos 40 minutos do segundo tempo, D'Alessandro deixou as suítes do Beira-Rio, caminhou por corredores internos e saiu em um túnel utilizado pela equipe visitante para chegar ao gramado. Quando o jogo terminou, ele ainda esperou uns cinco minutos antes de pisar no gramado do Beira-Rio pela primeira vez. Ainda deu tempo de ouvir gritos de incentivos de alguns colorados. Do outro lado do campo, foi aplaudido pelos torcedores antes de entrar no vestiário que, a partir desta quinta-feira, será sua segunda casa.

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